sexta-feira, janeiro 26, 2007

A América a Caminho do Fascismo, capítulo XXI

"Heat Ray - A arma revolucionária [SIC] do Pentágono


O Departamento da Defesa norte-americano (Pentágono) apresentou ontem um novo e "revolucionário" sistema de defesa destinado a controlar multidões e a repelir ataques em grupo. O Active Denial System, também conhecido por Heat Ray, consiste no disparo de um feixe de energia que provoca uma sensação intensa de queimadura, suficiente para paralisar os movimentos do inimigo, sem contudo provocar danos permanentes nos indivíduos atingidos.O desenvolvimento do Heat Ray durou mais de uma década e custou cerca de 60 milhões de dólares. O primeiro protótipo de arma construído com base no novo sistema chama-se Silent Guardian (Guardião Silencioso). Consiste numa espécie de grande antena rectangular, semelhante a uma parabólica montada num veículo militar Humvee, que direcciona um raio electromagnético invisível com alcance de mais de 500 metros."

Público, 26 de Janeiro de 2007.

Era com o Heat Ray que Carlos I contava. Não chegou a tempo. Que pena.
Era esta a arma com que contava Jorge III. Não chegou a tempo. Que pena.
Com esta arma contava Luis XVI. Não chegou a tempo. Foi pena.
Se Nicolau II tivesse o Heat Ray. Mas não tinha. Que pena.
Que pena o Marcelo Caetano não ter acesso ao Heat Ray. Que pena.
As multidões americanas sabem agora com o que contar. Manifestações, só de apreço pelo líder. Os descontentes, os indignados, os desempregados, é favor ficarem em casa, como átomos bem comportados.

3 Comments:

Anonymous bizantina said...

fucking great.

sexta-feira, janeiro 26, 2007 9:07:00 da tarde  
Anonymous bizantina said...

é que já nem a sofisticação dos coisos surpreende, como se tivessemos aprendido a prever toda a desgraça. do produto final, retenho números: 1 década de preparação + 60 milhões de dólares + 500m de alcance, e não é que nem sei por onde começar a imaginar produtos alternativos?

sexta-feira, janeiro 26, 2007 11:26:00 da tarde  
Blogger JMS said...

Os produtos alternativos existem, claro, chamam-se liberdade, amor, etc. Só que não são produtos que estejam à venda. Não se compram feitos, como diria o Drummond de Andrade. Assim, o que impera é a ganância mais abjecta, o egoísmo cínico e criminoso dos generais do lucro.
Com isto, os EUA avançam para uma espécie de totalitarismo soft (se comparado com o nazi ou estalinista), onde a liberdade se esfuma na opção entre devorar e ser devorado (ou então cuspido), e o progesso na destruição é aceite da forma mais apática e distraida, por entre o ruído metálico das televisões.

sábado, janeiro 27, 2007 3:48:00 da manhã  

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