terça-feira, junho 20, 2006

Sem trama narrativa, sem personagens,

formalmente incoerente, historicamente enganador, de um esteticismo oco e patético, inchado até à NÁUSEA de uma ridícula filosofância new age, e longo, longo, looooongo como um funeral de estado, este filme - Novo Mundo - vem provar que Terence Malick vagueia já pelos tontos prados da senilidade.
Só não é o pior filme de todos os tempos porque, enfim, existe "Amélie", mas é certamente o mais entediante. E numa sala a ver Malick, ninguém me apanha mais. Serviu-me de escarmento.

12 Comments:

Blogger manuel a. domingos said...

devo dizer-lhe que gostei deste filme de Terence Malick, como também tinha gostado de um outro dele: A Barreira Invisível; um dos melhores filmes de guerra e sobre a guerra que já vi.

gostei dos diálogos, gostei da fotografia, gostei. Só não gostei do casal ao lado, que deve compartilhar a sua opinião, e que passou o filme ora a falar ora a ressonar.

terça-feira, junho 20, 2006 12:51:00 da tarde  
Blogger JMS said...

Eu também gostei muito da Barreira Invisível, apesar do recurso à voz off naquele sermão inicial com que o filme começa. Essa perorata sobre a unidade do ser e da alma e mais não sei o quê, não é suficiente, contudo, para estragar A Barreira Invisível.
Só que o Malick parece estar a ficar gagá, e desta vez entope um fime inteiro com esse recurso fácil da voz off, mai-las melosas interrogações sobre o amor e a inocência e "quem és tu, meu anjo" e todo um blá-blá insuportável, esquecendo-se que um filme não se faz de imagens "bonitinhas" e "poéticas", mas sim de uma história bem articulada, narrada com sentido de economia e apoiada em personagens e situaçoes credíveis. A isto que o Malick fez eu chamo auto-complacência e só o explico por senilidade. Sinceramente, acho que este filme não tem pés nem cabeça. Não chega sequer a ser pretensioso, é apenas estúpido, mas estúpido num grau superlativo, e confesso que a incredulidade com que o vi só foi superada pelo enfado. Como é que o Malick, depois de nos ter dado dois ou três filmes tão bons, foi cair neste exercício de esteticismo indigente? Não compreendo.

Por isso, admito perfeitamente que "o casal do lado" tenha optado pelo sono, eu só não fiz o mesmo porque só durmo se estiver calmo, e este filme enervou-me sobremaneira.

terça-feira, junho 20, 2006 1:26:00 da tarde  
Anonymous Há de Laide said...

Oh Zé Miguel, Você está quase tão sentencioso quanto a adorável(?) Agustina!

terça-feira, junho 20, 2006 2:38:00 da tarde  
Blogger Esteva said...

A Barreira Invisível é um filme EXTRAORDNÁRIO. Este, infelizmente, é uma chachada que nunca devia ter vindo a público.

terça-feira, junho 20, 2006 3:18:00 da tarde  
Blogger JMS said...

Não é bem sentencioso Laide, é mais opinativo. Se me disser que as minhas opinâncias são demasiado veementes, concordo consigo. Mas - que diabo - eu não tenho assim tantas opiniões como isso, não o faço a torto e a direito; pelo que, deixe-me lá ser veemente nas poucas vezes em que opino.
Mas ainda que fosse sentencioso, não estará esse direito consignado no código civil da blogosfera? Será que só a adorável bruxa de Amarante é que pode ser sentenciosa? Ou então, como diria a grande filósofa Evita Péron: será que nós os pobres não podemos usar jóias? Hummm...

terça-feira, junho 20, 2006 3:43:00 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Desgostou-me muito o teor do seu post. Achei-o demasiado duro, agressivo. O filme de Malick não o merecia. Também discordo do comentário ao seu post que o classifica de "chachada" que nunca deveria ter vindo a público. Acho precisamente o contrário. Deveria ter vindo a publico sim, pois eu gostei muito do filme.

terça-feira, junho 20, 2006 4:33:00 da tarde  
Blogger JMS said...

Desculpe lá, mas eu é que não merecia uma sessão de tortura visual infligida pelo maluco do Malick. E ainda por cima a pagar! E não, não fui agressivo, agressivo foi ele, ele sim, que usou pérfidamente o isco dos seus filmes anteriores para me espoliar barbaramente de mil preciosos escudos e duas valiosíssimas horas. Mas ainda bem que houve quem gostasse daquilo, é sinal de que existe diversidade em matéria de gostos.

terça-feira, junho 20, 2006 5:52:00 da tarde  
Anonymous ha de laide said...

Está bem, seja lá veemente para além de não ser complacente.
Tem, claro, todo o direito de usar de um modo radical a sua não pouca inteligência.Você sai-se bem nos comentários: não é primário, não insulta, ainda que compreensivelmente se irrite com as laides e os anónimos do planeta.

quarta-feira, junho 21, 2006 9:35:00 da tarde  
Blogger Klatuu o embuçado said...

Enfim... o homem já não é petiz... e passou demasiados anos em meditação :) ... Gostei da «Barreira...», mas esta película repete processos que não são suportáveis em mais do que um filme do mesmo autor e, ainda por cima, em seguimento... Ouvir pensamentos resulta meio estranho quando passa a tique de realização... Embora até isso me tenha deixado em contradição... Não acho que seja um mau filme. Cheio de fragilidades, sim. Por vezes chato, sim. Anacrónico, talvez. Mesmo assim, é cinema.

quinta-feira, junho 22, 2006 2:00:00 da tarde  
Blogger Klatuu o embuçado said...

Caso vos interesse... o Malick tem mais filmes:

http://www.imdb.com/name/nm0000517/

quinta-feira, junho 22, 2006 2:02:00 da tarde  
Blogger Klatuu o embuçado said...

Sou fã do «Badlands»...
JAJAJAJAJA!!!

quinta-feira, junho 22, 2006 2:04:00 da tarde  
Blogger cj said...

"Ouvir pensamentos"
aí está.
está explicado.

segunda-feira, julho 10, 2006 11:06:00 da tarde  

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