sexta-feira, maio 26, 2006

O mesmo dream team de júris do post anterior

acordou hoje cedinho e num extraordinário tour de force conseguiu, em menos de 7 minutos e 33 segundos (7'32, exactamente) produzir a lista definitiva e actualizada dos Vinte Filmes Mais Estúpidos e Irritantes de Que Há Memória. A qual integra os seguintes:

1. O Fabuloso Destino de Amélie - ???
2. Ma nuit chez Maude - Eric Rohmer
3. Youth without youth F. F. Coppola
4. Vampiros de Marte – J. Carpenter
5. Pee-wee's big Adventure – Tim Burton
6. It’s a wonderful life - Frank Capra
7. Hapiness – T. Solondz
8. Há lodo no cais – Elia Kazan
9. Forrest Gump - Robert Zemeckis
10. Gangs de Nova Iorque – Scorsese
11. Sinais – Night Shyamalan
12. Ponette – J. Doillon
13. À beira do Mar azul – Boris Barnet
14. A matter of Life and Death – M. Powell
15. A cidade das Mulheres – F- Fellini
16. O Dia do Desespero- M. Oliveira
17. Conto de Inverno – E. Rohmer
18. Ondas de Paixão – Lars von Trier
19. A Terra –Dovjenko
20. Decálogo – Kieslowsky

20 Comments:

Blogger manuel a. domingos said...

o crash é um bom filme
ondas de paixão também (embora um pouco longo)
o fabuloso destino de amélie também é bom

e o Há lodo no cais é incontornável

sexta-feira, maio 26, 2006 3:14:00 da tarde  
Blogger JMS said...

COMUNICADO DO JÚRI:

Devido a um lapso imperdoável e sem explicação possível, ficou de fora desta lista um filme que merecia figurar num dos seus lugares cimeiros: "Kids" de Larry Clark; situaçao pela qual o Júri se penitencia e pede a compreensão do estimado leitor. Sem outro assunto, etc.
Júri

sexta-feira, maio 26, 2006 3:50:00 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Melhor será saber quem são (não lemos post anterior) não seja o acaso tão maldoso que nos ponha algum membro no caminho

anonimato necessário por precaução

domingo, maio 28, 2006 4:05:00 da tarde  
Anonymous O COISINHO DA ANACONDA EMPLUMADA said...

plo menos o amelie(de jean pierre jeunet)e o kids:muito bons

terça-feira, maio 30, 2006 1:19:00 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Folgo em saber que há mais alguém neste mundo que ache o "Fabuloso destino de Amelie" uma seca de filme. Vi-o duas vezes na TV só para tentar perceber por que é tanta gente o adorava. Ainda hoje continua um mistério para mim a fixação que tanta gente tem por este filme. Irritante do princípio ao fim. Concordo da inclusão tardia de Kids e já agora sugiro que seja extensiva a todos os filmes de Larry Clark

terça-feira, maio 30, 2006 2:45:00 da tarde  
Blogger JMS said...

Quinze minutos de "Amélie" (que foi tudo o que eu consegui aguentar) deixa-nos capazes de destruir um apartamento de quinze assoalhadas, com famíla e cão incluídos. É impressionante. Admira-me como é que as autoridades portuguesas permitiram a exibição de um produto manifestamente concebido para induzir a violência no público. Enfim, depois queixam-se de que os índices de criminalidade não baixam tanto quanto seria de esperar...
Quanto à sugestão de incluir todos os filmes de Larry Clark na lista, é excelente; e penso até que se poderia desde já incluir nela tudo o que o indivíduo venha a fazer nos próximos cinquenta anos. Mas para isso seria preciso alargar a lista; ou considerar a hipótese de criar uma paralela, exlusivamente dedicada à delinquência visual.

terça-feira, maio 30, 2006 5:37:00 da tarde  
Anonymous HÁ DE LAIDE said...

O último comentário é perigosamente fascizante para não dizer juvenilmente radical!
Imagine-se o que seria um júri clamar pela queima de livros de poesia tão bons como QUARTO COM VISTA ou MOVIMENTOS NO ESCURO!

terça-feira, maio 30, 2006 9:29:00 da tarde  
Blogger manuel a. domingos said...

quando vi o kids fiquei impressionado pela rudeza; mais tarde essa mesma rudeza (depois de uma reflexão) pereceu-me demasiado puxada a ferros e com o simples objectivo de chocar.

amélie, para mim, não é um grande filme, mas é um bom filme. para filme estúpido e irritante temos um muito português: a bacia de john wayne.

terça-feira, maio 30, 2006 10:54:00 da tarde  
Blogger JMS said...

Calma lá, hádelaide, que eu não estou a advogar a queima de nada; e muito menos de película cinematográfica (basta pensar no prejuízo que a queima de plásticos provoca no ambiente para perceber que a solução, se necessária for, passa antes pela reciclagem). Não. Estou apenas a dizer que detesto o Larry Clark. E não há nada de ilegítimo, penso, nem sequer de juvenil, e muito menos de fascizante, em declararmos a nossa repugnância seja pelo que for. Acho até bastante saudável e desopilante. Principalmente quando não se pretende convencer ninguém.

quarta-feira, maio 31, 2006 12:45:00 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

Que filme salvaria de David Cronenberg?

quarta-feira, maio 31, 2006 11:32:00 da manhã  
Blogger JMS said...

Só vi meia dúzia de filmes do homem. Desses poucos, gostei de A Ninhada, A Mosca e M. Butterfly. É um cineasta de temas e obsessões muito próprias, mas que raramente coincidem com as minhas; daí que não o tenha como um dos meus preferidos. Quanto ao mais, parece-me um excelente realizador, e o facto de eu achar Crash um filme estúpido e irritante, isso não significa que eu o ache um mau filme.

quarta-feira, maio 31, 2006 12:03:00 da tarde  
Anonymous Há De Laide said...

Mas quanta veemência,nos seus comentários, Zé Miguel!
O mundo não são dois : o seu e o nosso - ou são?
Ao menos que o sentido de humor, que julgo possuir, fique no meio a aconchegar!

quarta-feira, maio 31, 2006 7:35:00 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

amelie é bom
crash é bom

pelo menos para mim

ver critica tão rude por um dos poetas que mais aprecio, custa... mas claro que aceito, não tenho nada contra e saúdo

quanto a qualquer dos filmes, mesmo aos do movimentos no escuro... como diria o outro: fico satizfeito com uma perna de cabrito, não com filmes!! ademais não vejo filmes de paneleiros

e realmente alguns dos referidos recebem o meu avale, porque são uma grande merda

jcm dixit em três ou quatro sitios

bem haja

quarta-feira, maio 31, 2006 8:26:00 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

olha jms, só uma questão: onde posso arranjar o teu livro, que se não me engano se chama: 24 de março?

um novo bem haja

quarta-feira, maio 31, 2006 8:27:00 da tarde  
Blogger JMS said...

Há de laide, não percebo o que quer dizer com isso de o mundo não serem dois. Eu diria que há tantos mundos quantas as pessoas que nele vivem; quanto à veemência, é só para disfarçar o "só sei que nada sei" que trouxe da escola.

"24 de Março" foi objecto de uma edição caseira de 20 exemplares. Há-de ser editado comercialmente, um dia.
Quanto aos filmes de paneleiros, não sei o que seja...

quinta-feira, junho 01, 2006 12:56:00 da manhã  
Anonymous Há de Laide said...

Trouxe da escola que nada sabia, mas vai fazendo aqui a sua! É tão fácil dizer mal!

domingo, junho 04, 2006 12:09:00 da manhã  
Blogger JMS said...

Tão distraído andava com o pavor que nos rodeia, que nem percebi que tinha aqui uma escola. Fez bem em alertar-me, laide, pois se assim é posso começar a cobrar propinas e melhorar o aspecto da minha conta bancária. Transfira se não se importa 550 € euros para a conta bancária cujo número aparece no rodapé deste blogue, quantia relativa ao semestre agora iniciado. O trimestre anterior é oferta da instituição.

segunda-feira, junho 05, 2006 3:39:00 da tarde  
Anonymous Há de Laide said...

Querido Zé Miguel, o que não é, é!
Que tal uma lista de boas entradas?

terça-feira, junho 06, 2006 4:04:00 da tarde  
Blogger JMS said...

"o que não é, é"? Vejo que você não dança com o Parménides. Já temos pelo menos uma coisa em comum. Mesmo assim, não percebo o que quer dizer com esse adágio tão enigmático.
Quanto a boas entradas, tenho gostos proletários: paté de atum barrado em tostas, cubinhos de manteiga, bolinhos de bacalhau... enfim, as especialidades de qualquer snack-bar.

quarta-feira, junho 07, 2006 12:35:00 da manhã  
Anonymous há de laide said...

O médico diz-lhe que v. não está de todo doente e v. escreve um poema a dizer que está... è, não é?
Com Parménides danço e não. se eu não dançasse, v. não me entenderia ; se só dançasse...rebentava!

domingo, junho 11, 2006 12:01:00 da manhã  

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